sábado, 19 de junho de 2010

Apelando...

(smack) (smack)
- ... hmmm... mô...?
- Hu-hum... (quem mais ela estava esperando?!)
- Mô, são quatro da manhã... tô cansada...
- Cansada de quê? Você estava dormindo!
- Por isso, preciso descansar...
- Hmpf!
- ... vai ficar de costas pra mim, agora?
- Você vai dormir, eu poderia ficar até de cabeça pra baixo.
- Deixa de ser malcriado, vem cá, tá frio.
- ...
- Mô?
- São as estrias? A celulite?
- Não seja ridículo...
- Eu sei que meu corpo não é mais o mesmo depois de um filho...
- Deus! Nem foi você quem pariu!
- Eu sou um pai participativo.
- Não é nada disso, só quero dormir.
- Certo.
- Onde você vai?
- Perdi o sono, vou ver TV.
- Vê aqui mesmo, não sai da cama não.
- Ok.
Hmm... Ah... oh, ye... (snap!) Aah!!
- Amor!
- Tá bom, tá bom! (mas que merda!)
Não dá pra ganhar todas...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dia dos namorados macabro

Não, não é um filme adolescente de terror. Foi meu sábado.
É, é meio tarde pra falar dele, mas ao contrário de vocês, meus assíduos leitores, eu tenho mais que fazer (é, tia Cotinha, estou falando de você, mesmo!).
Pois bem, chegando eu e D. Patroa por volta de oito da noite, nos sentimos obrigados a comemorar o famigerado dia. Pra mim, bastava uma trep... um filminho, em casa mesmo, mas (é claro), mulheres não são tão superficiais na comemoração de um dia exclusivamente comercial... não: é mais romântico correr para algum centro de consumo entupido de gente estranha.
Ok (maldita testosterona!).
"Cara, quero comer um torresmo na Mineira..."
"Você sabe que provavelmente este restaurante está lotado, não sabe?"
"Renato, as pessoas vão a motéis..."
"Quando não dá para se comerem umas as outras, as pessoas comem torresmo."
"Vai estar vazio, vai por mim."
Ahã...
Não estava. Estava cheio pra caralho. Tentamos a Galeria Gourmet. Estava cheia pra caralho. Tentamos um sorvete no quiosque do McDonald's... é, também. E pra caralho!
"Puxa, vamos ver uma peça! Está no Miguel Falabela o Comédia a la carte..."
"Vamos lá."
Foi uma ideia de merda (e foi minha). Aquela bosta de teatro é tão organizado quanto a fila de um banheiro unissex no inferno. Depois de minutos rodando de uma fila pra outra cheguei à bilheteria e descobri que os caras só aceitam grana viva... Porra, hoje até o baleiro do trem tem uma maquininha Redecard!
No fim das contas, entrei (puto) em outra fila: Vivenda dos Camarões (um nome absurdamente cretino se considerarmos que os animais são mortos para virar comida!). Comprei uma buchada doida qualquer pra viagem e voltei pra casa, cansado, com fome e com o rabo entre as pernas.
E não fiz o que queria: um programinha simples, uma modesta trep... sessão de cinema em casa!