segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Queridos psicopatas

Recentemente, a conversa com uma amiga chamou minha atenção para uma estranha predileção minha: eu gosto de psicopatas. Não os reais, etendam bem, e muito menos a bicha incubada do Norman Bates, que coloca as roupas da mãe e fica parecendo uma versão anorexica da Vovó Mafalda, mas os bons, maus e intelectualmente elegantes - Hanibal Lecter, Dexter Morgan, o personagm psicótico e encantador de Kevin Costner em Instinto Secreto, o terrível Christian Bale em Psicopata Americano... Em noites de baixo astral, até o imundo do Michael Myers parece um cruzado infernal e prende minha atenção por mais ou menos duas horas. Isso não há de ser uma predileção saudável, eu sei, mas fazer o quê?
Venho reparando no tipo de gente que é morta por estes maravilhosos verdugos, e chego à conclusão de que se trata do pior tipo de figurante: são personagens planos, unilaterais, vulgares. Grosseiros, como diria o Dr. Lecter. Obviamente, na vida real ninguém deve morrer por ser patético e desinteressante, mas a melhor parte da ficção é que ela não precisa ter laços consanguíneos com a moral (já nos dizia Oscar Wilde).
Seria isso uma espécie doentia de catarse? Porque, se for, até que combina comigo...

2 comentários:

Cadu Borges disse...

Impressionante como me sinto da mesmíssima forma.

Su disse...

Hahahaha! já te falei que vi "O Silêncio dos Inocentes" 11 vezes no mesmo ano? Claro que isso foi durante minha adolescência deprimida quando eu ficava na dúvida 'me mato eu mato fulano' e acabava não fazendo nada. Aí, via Dr. Lecter e exorcisava meus demônios... pelo menos até a próxima crise de depressão.