Chafurdando em minha caixa de rascunhos, descobri a pérola abaixo, que demonstra cabalmente que já ando azucrinado e doente há pelo menos um bom par de anos:
De tanto refletir, acho que fundi minhas sinapses. Meus silogismos já não são pensamentos, são curtos-circuitos.
Deve ser minha versão doentia e abstrata do TOC: já não olho merda nenhuma como o que é; tudo que olho, olho mirando além. Mas que diabos, viver esquadrinhando simbolismos!
Há que se ter prazer em sujar as mãos... pro inferno com todos os ismos!
Beber, comer e dormir: eis aqui toda a filosofia!
Saibam: nada aqui é autobiográfico. Bom, quase nada... Por favor, percebam: este NÃO é um espaço democrático - eu falo o que quero, do modo que quero e não ligo nem um pouco se isso te ofende. Por isso, não se leve tão a sério (é o que EU faço) e divirta-se, se lhe agradar. Se não, ora: pra porra com isso!
domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Minha dieta
Peço desculpas aos dois seguidores de meu blog, além das centenas de pessoas que digitam "porra" no google atrás de websites pornográficos e aqui vêm parar, pelo longo silêncio. O problema, vocês bem sabem, é que tenho mais que fazer.
De qualquer forma, uma azia alucinada me motivou a escrever este post, talvez como uma espécie de mea culpa em relação a meu trato digestório. Ele decerto não é culpado por partilhar espaço, neste mundão de meu deus, com um cérebro danificado como o meu, que mete todo o resto deste aglomerado de órgãos e tecidos numa rotina furada que só pode ter por destino a campa. Mas, sem mais delongas, aí vai a dieta dos campeões:
De qualquer forma, uma azia alucinada me motivou a escrever este post, talvez como uma espécie de mea culpa em relação a meu trato digestório. Ele decerto não é culpado por partilhar espaço, neste mundão de meu deus, com um cérebro danificado como o meu, que mete todo o resto deste aglomerado de órgãos e tecidos numa rotina furada que só pode ter por destino a campa. Mas, sem mais delongas, aí vai a dieta dos campeões:
- 05h30: um copo de água à temperatura ambiente;
- das 10h00 às 12h20: cerca de 600 ml de café, acompanhados ou não de biscoito maizena de sabe lá deus quando;
- 12h55: dois salgados comprados na birosca da escola, acompanhados de um guaraná "natural" (note que tais aspas não estão aqui a troco de nada), consumidos no breve caminho que me leva do pátio à sala de aula;
- 18h48: quatro choquitos comprados no sinal da Marechal Fontenelle, em Campinho, todos consumidos no espaço de mais ou menos cinco minutos;
- 19h10: os farelos de biscoito que o pequeno Sr. T. deixou em sua lancheira;
- 23h00: um hambúrguer de microondas, acompanhado de batatas fritas e refrigerante sem gás, em companhia da Dona Patroa;
- 23h50: a Dona Patroa.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Novas pedradas do pequeno Sr. T.
"Pai, eu quero um lanche feliz."
"Você só quer a porcaria do brinquedo."
"Eu quero um lanche feliz com o carro que tem o boneco."
"Você não vai comer a porcaria do lanche; só quer mais um boneco pra coleção."
"Tô com fome, pai."
"Não tá, não."
"Tô sim!"
"Então vamos a um restaurante e te faço um prato decente."
"Não! Eu quero lanche feliz!"
"Olha a fila desta lanchonete! Nem tem o brinde que você quer!"
"Eu quero ver."
Vamos até o início da fila.
"Olha, não tem carro, só tem o Bakugan."
Voltamos ao final da fila.
"Você não me deixou falar com a moça, tem o carro sim!"
Vamos até o início da fila.
"Senhorita, por favor, quais são os brindes?"
"Estes bonecos do Bakugan."
Voltamos ao final da fila.
"Viu?"
"Você não me deixou falar com ela."
"Porr... filhote, não tem esta merd... este carro! Só o Bakugan!"
"Deixa eu perguntar pra ela."
Vamos até o início da fila.
"Moça, tem o brinde do carrinho com o boneco?"
"Não, este acabou semana passada."
Voltamos ao final da fila.
"E aí, filho, vamos ao restaurante?"
"Não, eu quero o lanche feliz com o brinde do Bakugan."
"..."
"Pai?"
"Só fique uns minutos à distância de mim de um braço..."
"Você só quer a porcaria do brinquedo."
"Eu quero um lanche feliz com o carro que tem o boneco."
"Você não vai comer a porcaria do lanche; só quer mais um boneco pra coleção."
"Tô com fome, pai."
"Não tá, não."
"Tô sim!"
"Então vamos a um restaurante e te faço um prato decente."
"Não! Eu quero lanche feliz!"
"Olha a fila desta lanchonete! Nem tem o brinde que você quer!"
"Eu quero ver."
Vamos até o início da fila.
"Olha, não tem carro, só tem o Bakugan."
Voltamos ao final da fila.
"Você não me deixou falar com a moça, tem o carro sim!"
Vamos até o início da fila.
"Senhorita, por favor, quais são os brindes?"
"Estes bonecos do Bakugan."
Voltamos ao final da fila.
"Viu?"
"Você não me deixou falar com ela."
"Porr... filhote, não tem esta merd... este carro! Só o Bakugan!"
"Deixa eu perguntar pra ela."
Vamos até o início da fila.
"Moça, tem o brinde do carrinho com o boneco?"
"Não, este acabou semana passada."
Voltamos ao final da fila.
"E aí, filho, vamos ao restaurante?"
"Não, eu quero o lanche feliz com o brinde do Bakugan."
"..."
"Pai?"
"Só fique uns minutos à distância de mim de um braço..."
Corrida Maluca
Semana passada, enquanto pegava o pequeno Sr. T. na casa da avó, presenciei um roubo de carro. Usei toda a minha habilidade automobilística fugindo de ré, com o rabo entre as pernas, até sentir que pelo menos quatro cães da vizinhança estavam agarrados ao para-choque traseiro.
No dia seguinte, depois de pegar uns cinco desvios de trânsito graças à operação "asfalto liso", quase me envolvi num acidente sério de trânsito. Isso tudo porque queria chegar na hora na droga do meu trabalho.
Temos horários apertados e vivemos numa corrida neurótica dentro de nossos carros, em ônibus quentes ou vagões lotados. Somos uma sociedade louca. Os personagenzinhos da Corrida Maluca são uma metáfora perfeita pro nosso estilo de vida.
Pra porra com isso!
No dia seguinte, depois de pegar uns cinco desvios de trânsito graças à operação "asfalto liso", quase me envolvi num acidente sério de trânsito. Isso tudo porque queria chegar na hora na droga do meu trabalho.
Temos horários apertados e vivemos numa corrida neurótica dentro de nossos carros, em ônibus quentes ou vagões lotados. Somos uma sociedade louca. Os personagenzinhos da Corrida Maluca são uma metáfora perfeita pro nosso estilo de vida.
Pra porra com isso!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Autossabotagem
Não sei, mais e mais imagino que tenho uma segunda personalidade. Não se trata de algo do tipo Norman Bates... não: se eu prejudicasse os outros, vá lá, mas sou uma espécie de self-serial killer. A última de Adrobaldo (é como chamo minha personalidade subconsciente) foi esconder minha carteira. Entrei em verdadeira histeria imaginando meus documentos por aí, em mão alheia. É claro que não havia um só tostão na dita cuja, mas lá estavam todos os meus papéis e cartões. Depois de revirar toda a maldita casa atrás da carteira, me conformei com o pior e comecei a cancelar meus cartões, um a um. Depois que minhas contas se tornaram acessíveis para mim apenas por telefone, quem salta de trás de um porta-retratos? Pois é...
Cheguei a ouvir as risadas de Adrobaldo na minha cabeça, regozijando-se (que porra de palavra pernóstica... [pernóstica, caralho, que palavra pedante... {pedante!... puta que me pariu!- porra, estou divagando!}]).
Eu sei que a teoria da personalidade dupla é absurdmente ridícula... mas é isso ou admitir que eu sou um merda desorganizado, esquecido e às portas do Alzheimer...
Cheguei a ouvir as risadas de Adrobaldo na minha cabeça, regozijando-se (que porra de palavra pernóstica... [pernóstica, caralho, que palavra pedante... {pedante!... puta que me pariu!
Eu sei que a teoria da personalidade dupla é absurdmente ridícula... mas é isso ou admitir que eu sou um merda desorganizado, esquecido e às portas do Alzheimer...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Inércia...
Um corpo parado tende a continuar parado.
Estou olhando para a TV, e está sendo exibido (de novo) Max Payne. Há meia hora estou sentindo vontade de ir ao banheiro e odeio este filme. Por que diabos eu não simplesmente tiro o notebook do colo, vou ao banheiro e depois coloco algo no DVD?!
Estou olhando para a TV, e está sendo exibido (de novo) Max Payne. Há meia hora estou sentindo vontade de ir ao banheiro e odeio este filme. Por que diabos eu não simplesmente tiro o notebook do colo, vou ao banheiro e depois coloco algo no DVD?!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Arreste-me para o inferno!
Não, eu não quero voltar ao Rei do Bacalhau. Este é o nome (guardem bem) da magna opus de Sam Raimi. Peço desculpas aos puristas que apontam seus dedos em riste para a trilogia Homem-Aranha, também impecável, mas, sejamos francos, o ramo de Raimi é a tosqueira.
Desde Fome animal eu não via um trash tão bom... é a Gioconda dos gore movies! Eu já era fã de Evil dead, que me rendeu momentos de um estranho misto de pânico com hilariedade, mas essa sua obra recente é de uma classe (?!) que deixa todos os outros no chinelo.
O filme não é novidade, mas muita gente ainda não viu por não levar o título a sério. Não levem mesmo, mas vejam o filme!
Desde Fome animal eu não via um trash tão bom... é a Gioconda dos gore movies! Eu já era fã de Evil dead, que me rendeu momentos de um estranho misto de pânico com hilariedade, mas essa sua obra recente é de uma classe (?!) que deixa todos os outros no chinelo.
O filme não é novidade, mas muita gente ainda não viu por não levar o título a sério. Não levem mesmo, mas vejam o filme!
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